Tubo PEAD: alta na demanda dá otimismo ao mercado de extrusoras

Alta demanda por tubo PEAD para gás e telecomunicações deixa mercado aquecido e favorece empresas e mão de obra no setor de fabricação de tubos de polietileno

Os fabricantes de extrusoras (equipamento para fabricação de produtos que usam plástico como matéria prima)  estão otimistas. A partir de 2000, as vendas cresceram, chegando, em alguns casos, a registrar alta de até 50% quando comparadas a 1999. Parte da reação é fruto da modernização do parque industrial, com a substituição de equipamentos obsoletos. Porém, o avanço de novos mercados, como o de tubos de polietileno (tubos PEAD) para telecomunicações e gás, respondem pela principal parcela do aumento de negócios. No segmento de filmes, a consolidação da coextrusão de múltiplas camadas com barreira movimentou as vendas de equipamentos de alto desempenho e maior valor agregado.

Baseados nos resultados obtidos neste ano, as indústrias de máquinas nacionais e importadas projetam um início de milênio bastante promissor. A acomodação da moeda trouxe alguma estabilidade, mas o aumento do consumo e surgimento de novas aplicações garantiram resultados extremamente favoráveis na avaliação de representantes do setor. A carência do País em infra-estrutura de saneamento básico também impulsiona os investimentos.

As extrusoras monorrosca para subdutos de fibra ótica e tubos para gás puxaram as vendas. Embora 1999 tenha marcado o início das privatizações nos segmentos de telecomunicações e gás, os investimentos ganharam fôlego a partir de 2000 e estão em constante crescimento até hoje.

Um bom indicativo de que o segmento caminha a passos largos, além de atrair um número cada vez maior de investidores, refere-se ao volume de máquinas comercializadas. De acordo com alguns fabricantes, só em 2000 foram comercializadas 15 máquinas para a confecção de tubos de polietileno, contra duas unidades em 1999. Alta registrada também pela Imacom, fabricante nacional com sede em São Bernardo do Campo, que vendeu 12 linhas e espera crescer ainda mais nos próximos anos. Hoje estão sendo fabricados tubos de polietileno destinados à condução de cabos elétricos, drenagem de solos e condução de água, entre outras aplicações – estes produtos oferecem ótima estabilidade para as aplicações a que são destinados.

O mercado de extrusão começou 2011 com perspectivas positivas de investimentos em modernização do parque industrial, com focos em aumento de produtividade e economia de energia. Esse cenário se desenhava com incentivos como o projeto Proplástico (programa de apoio ao financiamento à cadeia produtiva do plástico com dotação orçamentária de R$ 700 milhões e vigência até setembro de 2012), com estímulo ao sucateamento e à substituição de máquinas obsoletas, de pouca produtividade e excessivo consumo energético, por novas, de alta produção e baixa demanda de energia. Como atrativos para que empresas adotassem a mudança foram oferecidos juros fixos de 5,5% ao ano; sustentados pela economia aquecida.

Economia aquecida

Em um cenário de indústrias com baixas taxas de capacidade ociosa, investindo na aquisição de equipamentos e tempo de contratações de funcionários;eis que surge o antigo dilema: encontrar mão de obra qualificada.

No Brasil, existe grande carência de mão de obra preparada para assumir os postos de emprego oferecidos em diversos setores industriais e de serviços. Na indústria do plástico não é diferente. Faltam candidatos capacitados em todos os níveis, de operadores de máquinas a profissionais de nível superior, necessários para funções como projetistas de peças, de ferramentas ou de especialistas em desenvolver compostos ideais de matérias-primas, entre outras.

Neste mercado de extrusoras para PEAD em alta, quem for atento e acelerar na qualificação profissional terá boas oportunidades pela frente.

Por: FGS Brasil

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